sábado, 25 de julho de 2009

Trilha sonora.

Escolho uma trilha sonora a cada acontecimento, pessoas, encontros casuais, e estes que se tornam amorosos, rapidamente (mas é raro, bem raro) com as mãos trêmulas e o frio na barriga, aquela ânsia, de vomito mesmo, aquela ansiedade, que se prolonga pelos dias e pensamentos.
Ah, escolho uma trilha sonora para cada homem, mesmo que não seja muitos, meu repertório é vasto. Poucos homens, e músicas sutilmente sempre sofridas. Coincidentemente Chico para todo e qualquer, com suas personagens, marias sofridas, apaixonadas, temidas, contemporâneas ou antigas... Marias ou Francisca, creio eu.
Sempre me
faço protagonista, das trilhas, romances, desilusões, encarno o papel, acho que ultrapasso a imaginação..
Sempre chico, lei, por capricho, músicas de fim de romance, fundo do poço,
começo de agonia - canto rindo! "Triste fim" é irônico, engraçado, sua trilha ser tão triste, e você gargalhar dela e com ela. Sozinha e sempre! Sou bruta, pedra, dura. Patético, merecia ganhar um Oscar pelas minhas performances em trilhas sonoras, das quais nunca vivo com sentimento.
Queria um homem Chico, poderia ser sua Maria, sua Francisca, sua sofrida, sua amada.
Já que nos eventuais casos amorosos, nunca sou ninguém.
Porque nunca os tenho, porque os crio, porque nao me deixo viver.
Não me deixo sofrer, e ser Maria. Sou Giovanna, protagonista sofrida, de toda e qualquer canção;
que canto sorrindo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Homens, são de marte, homens são covardes.

Tenho pavor de homem covarde! Eu precisava começar com uma frase de efeito, para que enfeitasse minha raiva, como veludo. Não, não sou a única que tenho esse pensamento dos homens da nova geração, geração o que mesmo? Geração de ordinários. repito. Tenho pavor de homem covarde! Rascunho de homem, frouxo, trouxa... Homem sem h, ou com o h minúsculo, como tem que ser. Homens, são mais covardes que eu, menos felizes que eu.
Medo que aflora, e não deixa
demonstrar, como poderia né? Com todo o marxismo, absoluto e concreto, de todo e qualquer homem.
Medo de mulher. Mulher não é bicho, não é mosntro, e um dia foi brinquedo, e hoje só quer brincar. Não é toda mulher que quer um relacionamento sério, sadio, e ilusório, de muitas. Hoje em dia, nós, queremos a mesma coisa que vocês. Sentar num bar e conversar com os amigos. Ter uma noite prazerosa, e uma manhã sem compromisso. Uma relação sem compromisso.
Somos mulheres, feita das próprias costelas, desses covardes. Miseráveis.
Nascemos no mínimo para completar essas criaturas, esses infelizes. Nascemos para ser e fazer feliz. Satisfazer uns aos outros com emoções e ações. Mas não.
Homens covardes, é o fim! "É pau, é pedra, é o fim do caminho".

Quem diria!? É medo de se apaixonar, de dar o fora, de desilusão, é medo de que?
Homem tem isso não. O pior é que tem... mas não admite. São covardes, até para isso. Fogem de relacionamentos, dos quais poderiam tirar o proveito milagroso, de uma das obras mais grandiosas, o amor. Fogem como se fossem ser comidas, como se fossem prezas. E nos olham com cara de "Você só quer me comer". Nós tornamos os novos homens. Somos nós que vamos a caça, somos nós que damos o fora, somos nós que não somos covardes e não temos medo. Porque hoje em dia, a dor do amor vale a pena! A gente não morre por ela.
Mas homem, não pode nunca sofrer. É o cúmulo (para eles).
Ainda depois me perguntam, o porque que mulher, anda ficando com mulher...
Não há mais Homens, aqui. Aqueles que se submetem, as tentativas ou frustrações de uma relação.
Homens, da terra é que são covardes. Se os de Marte não for, venham para terra. Tem muita mulher esperando.