sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A subjetividade da tristeza.

Tristeza é algo que vem, e que vai.
É a dor que não passa, que logo se cura. Doença.
Doente, demente. A mente doente.
Tristeza não existe, é a invenção, e a desculpa, para sua opinião, é a sensação e o sentimento que se dá quando as coisas não são como você espera, quando algo da errado, quando você não é correspondido. Quando alguém te matrata, quando a surpresa não vem, a carta não chega, a comida esta ruim, e o dia ta chuvoso. É quando você acorda, assim. A tristeza é subjetiva.
O que pra você pode ser triste, pra mim, nada demais, é assim. Até a tristeza é diferente em cada pessoa, individualismo, amém, até nisso. Eu só espero, que sua tristeza se esvai, se vai, e que você a perca, e não se perca tentando fugir dela. Deixa ela vir, porque ela não demora pra ir embora. As coisas logo se ajeitam, tudo muda, a tristeza vira alegria, a lagrima vira sorriso, o pó vira ouro, o ódio vira amor. De tudo uma coisa triste à todos: a morte - e essa, não se ajeita, não muda, é morte mesmo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pensamentos de agora cedo.

E quantas vezes eu estava ali, pronta para um novo amor e voltei? Sim, sempre estou e sempre estive pronta, apenas nunca me permiti viver isso, apenas nunca permiti que vissem isso. Eu não queria me sufocar com um sentimento, que se meu, e tão real, toma conta de mim, me cega, me bate, me arrasta. É pouco provável que eu sinta isso, e esteja em plena conciencia. Eu nunca estou. Parei de dar nome as cores que vejo, parei de dar gosto aos sabores que sinto, parei de dar nome aos sentimentos, sem que eles existam. Sou criativa. Invento mesmo. Invento amigos, amores, textos, falas, mas não minto. É preciso que me olhem, e que em vejam de todos os angulos, e que entendam meus sentindos, e minha falta de razão, eu sou várias, sou milhão. Quem me olha, que seja capaz de ver em quantas figuras, pessoas, verbos, que posso me tornar, eu sempre posso me modificar, e no entanto sempre volto a ser o mais simples que posso. Gosto de simplicidade. Doçura. Acho que envelheci. Nessa momento, estou ausente de mim, é algum momento, instante pequeno em que minha dor é menor que a minha vontade de gritar e sair correndo, isso é raro, as minhas dores tem sido intensas demais. Agora, ja tenho dor. E dói, dói demais, esse dias todos tem sido dolorosos, terrivelmente. E no meu quarto, onde era pra haver paz, encontro-me refém de minha própria dor, eu sempre sou refém de mim. Estou em busca de uma composição, uma poção mágica, que me faça melhor, que me renove. E eu criativa que sou, agora minto: estou melhor.

dor.

adoro
adormecer,
no corredor.
o causador da dor...


dor dor dor dor dor dor dor dor
dor dor dor dor dor dor dor dor
dor dor dor dor dor dor dor dor

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Na madrugada.

Fazia tempo que não passava a noite em claro, com pensamentos tortuosos, e de tortura a mim mesma. Fazia tempo que não ficava horas deitada, me castigando com meus próprios sentimentos, falas e pensamentos. Uma das horas mais dificeis do meu dia, ja não tenho costume de dormir bem, e não dormir, e me machucar, é ainda pior. As coisas andam calhando em ser dificeis, em serem duras para mim. Eu não acho uma razão. Chorei. Orei. Soluçava, conversava comigo mesma, com Deus, com você ausente. Tive outra vez amigos imaginários, cadê os meus amigos? Liguei pra alguém, que pudesse me ouvir, meu momento de drama, de dor, de desespero, o momento tão meu que não consegui ficar com tudo aquilo, e tive que dividir com alguém que não se recusaria a não perguntar nada ou a entender. Desliguei o telefone, fria, seca, dura, sem lágrimas, com uma dor... Quis gritar e ainda sim, ninguém iria me ouvir. Eu ia pedir socorro, mas quem pode me salvar de mim?
Cinco horas, de um dia, de uma eternidade que durou, e não cicatrizou, eu não me lamento, e me sustento mais uma vez, pelos meus próprios pecados, minhas próprias malicias, meu ser sujo, errante. Sim, errante e sempre. Agora. Socorro, me tira de mim.


"depois de uma noite em claro, seu eu 'to' bem, se esta ok, nem vou dizer..."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Saiba reconhecer.


Ao encontrar, ao sentir o coração pulsar.
Saiba reconhecer quem fez você olhar, e seu olho brilhar...
O amor da sua vida, pode não voltar, e se passar...
E se ele for embora, sem demora, perceba: a vida é agora!
Vou ao seu encontro, sem medo, te procurar em cada esquina, bar, padaria. Vou te encontrar, te chamar de meu amor, te abraçar, te conquistar, e poder dizer que aquele dia que você passou, meu mundo parou e você o fez girar...

Quando a gente gosta...



Porque não há diferenças, se há amor. Isso em qualquer relação.
Porque não há barreiras, froteiras e limites.
Não há nada que impeça.
Um amor de um ano... sete anos, setenta anos, setessentos anos, sei lá, mas que seja eterno, se verdadeiro.
Seja quem for, como for. Preserve o seu amor, cuide bem, ame, proteja.









"Cuide bem do seu amor, seja quem for..."

Ninguém é feliz sozinho.



Encontrar e ter alguém ou algo que supra todas suas necessidades, suas carências.
Encontrar um amigo, uma amizade, que te satisfaça plenamente. Que aguente seus temperamentos mais difíceis, que suporte sua insônia e o seu cansaço. Amigos que se alegram ao te ver, que sejam companheiros, fiéis, solidários, convivam, vença as diferenças. Que sirvam um para o outro, que se encaixem em algum momento da vida, em uma dificuldade, em uma vitória, em uma festa, em um passeio... Encontrar uma amizade, que como flor, tem que ser regada todos os dias, aqueles amigos árvores, históricos...
Encontrar um alguém, quem quer que seja, que seja como for. Mas que te faça feliz, que você o faça feliz. Que sejam felizes juntos, porque é impossível viver sozinho. Ninguem é completo.
Encontrar uma melodia, uma música, um tom, um tamanho, uma cor, um filme, um livro, qualquer coisa que te faça feliz, que te represente, que te entenda. As coisas mais bonitas da vida, é o que ela tem de simples. Abraços, sorrisos, beijos, o sol, as nuvens, a árvore, as folhas, a grama... O canto dos pássaros, o cheiro da areia molhada, as frutas que caem.
Ter na vida quem vai te surpreender, quem vai te abraçar, quem vai te ajudar, ter na vida que vai ser seu apoio, quem vai te amar, quem vai te ajudar, te defender, quem vai te mostrar certas opiniões controvérsias e outros caminhos, quem vai te contrariar, quem vai te incentivar a ser melhor, quem te faça sair do chão, sair de casa, sair do tédio. Amigos, amores, família. Pessoas com quem você queira dividir sua vida, esse instante tão curto de que podemos viver. Que se assegurem, que estejam preparados para novos caminhos, jornadas, mudanças... Que esteja com você, e que você esteja com ele, quando precisarem um do outro, e que não causem mal, não causem nada, além de amor. O amor causará tudo...


Que tenham boas recordações, bons momentos, que sejam bons amigos...


Aos meus muitos, bons amigos, um agradecimento, e um abraço forte.

Sepultado.

E agora José?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Solidão.


Que minha solidão seja alimento para o meu conhecer. Que seja alimento para minhas noitadas, e dias acomulados sem dormir. Que a solidão, sirva antes de mais nada, para mim, para meu pensar, meu existir. Que a solidão me abrigue, me acalme. Por um momento apenas, a solidão me consome, e deixa ir embora os tumultos e preocupações, todo caos que sou.

A solidão me faz companhia.

Cansada...

Eu to cansada. Cansada de tentar achar respostas. Cansada de escalar abismos, cansada de me socorrer de mim mesma, cansada de fugir. Eu to cansada de tentar ser forte e me tirar da minha própria areia movediça. Eu to cansada de me curar de mim mesma. Devo ter envelhecido uns 15 anos, nesse ultimo mês. É dificil aceitar que toda aquela vitalidade esta indo embora, esta não, já foi. Não sei se por cansaço ou covardia, desisti, de mim mesma, e dos outros também. Só preciso do dia de amanhã, pra renovar minhas esperanças, as esperanças novas de todos os dias, tomar um copo de água, e ter um pouco mais de força, e seguir, menos cansada. Estou desiquilibrada.
Me sinto cansada, muito cansada. Das pessoas, da minha propria canseira. Me sinto cansada de pessoas falsas, da rotina, do trabalho, dos meus estudos. Cansei das cores, dos sons, dos sonhos. Cansei de mim. Cansei do calor, do calafrio, do medo e do arrepio. Cansei das coisas velhas, e das coisas novas. Eu to cansada de tanta mentira, tantas perguntas, tantas provas, tantos motivos. Eu cansei, e cansada vou permanecer, e me renovo todos os dias, acreditando...
Quero descansar, dormir o dia inteiro, ter quem sabe minhas oito horas de sono, ao menos, poder dormir e acordar mais tranquila, menos cansada, mais feliz. Acordar com o pé direito e sorrir. É dificl.
Agora cansei de escrever, não consigo raciocinar, e nada do que eu falei era o que eu queria ter dito.
Cansei.