Parece que estou tentando me recompensar de mim mesma. Não parece, mas estou.
Essa é a grande verdade: "a verdade deve ser corajosamente dita". Sou tão covarde.
Alimento em mim a esperança de tudo voltar ao normal, em relação aos outros e meus sentimentos. Já sabia da minha inconstancia, só não sabia que ia ser posta a prova novamente. Odeio ter que provar pra mim mesma quem eu sou, pouco me importando sobre o que os outros pensam de mim, eu sinto, sou tão vulgar, tão patética, imatura e covarde.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
solidão

Quase hora do almoço. E que passe a hora do almoço, e do dia todo...
Eu não tenho fome. Certas angústias me consomem, descubro alimento através da dor, do amor, do perdão e da perda...
Sinto falta de tanta coisa. Eu sou vazia. E sem fome.
E a noite, madrugada mais uma vez, o chão me chama, me debruço sobre meus erros e meus pecados. Me remoo, me nego, a vida é tão sem graça, e tão pesada, mesmo que vazia.
É dificíl viver. É dificíl morrer. Sem fome, não durmo, ja é quase de manhã, a madrugada esta acabando, e se quer me permiti fechar os olhos para dormir, é tudo assombroso. Me desdobro e me descubro em pensamentos, dor, solidão.
Eu não tenho fome. Certas angústias me consomem, descubro alimento através da dor, do amor, do perdão e da perda...
Sinto falta de tanta coisa. Eu sou vazia. E sem fome.
E a noite, madrugada mais uma vez, o chão me chama, me debruço sobre meus erros e meus pecados. Me remoo, me nego, a vida é tão sem graça, e tão pesada, mesmo que vazia.
É dificíl viver. É dificíl morrer. Sem fome, não durmo, ja é quase de manhã, a madrugada esta acabando, e se quer me permiti fechar os olhos para dormir, é tudo assombroso. Me desdobro e me descubro em pensamentos, dor, solidão.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Eu acho.
Como ela sempre se remetesse ao "achadismo" das coisas. Sim, ela achava e pronto. Era suficiente para se tornar cruel em defesa, por exemplo, do que ela achava mais certo. Tudo bem, que uma porção de coisas, das quais ela tinha opinião "eu acho", do seu achismo terrível, são realmente subjetivas, mas são essas que fazia com que ela deixasse de ver o outro lado, ela achava e pronto. Não seria o contrário, mesmo que o que ela achava estava errado, ela sempre tinha razão.
Era de opinião forte, irritantemente não mudava. Se falasse que azul é verde, assim ficaria, e ia confundindo todas as outras pessoas com seus achismo, porque se assim ela achava, assim era.
Seu mundo, não era dela, não fora criado, inventado, perdido.. era achado.
E eu acho, que ela achava demais, e era louca demais. Quando mais normal podia ser...
Tudo é questão de opinião, eu acho.
Era de opinião forte, irritantemente não mudava. Se falasse que azul é verde, assim ficaria, e ia confundindo todas as outras pessoas com seus achismo, porque se assim ela achava, assim era.
Seu mundo, não era dela, não fora criado, inventado, perdido.. era achado.
E eu acho, que ela achava demais, e era louca demais. Quando mais normal podia ser...
Tudo é questão de opinião, eu acho.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
O tempo passa.
O tempo passa, e eu ja não vejo graça em apagar as velhinhas, cantar com quem será (que nunca será e nunca foi), e fazer aqueles pedidos ridiculos e sonhadores. Me torno forte, a cada ano.
Hoje, mais um ano de vida, e só. Não gosto da data, simplismente. E acho que nunca me conforme com as responsabilidades que passarei a ter, porque afinal, eu sempre vou ser uma criança, imatura, com certa inocencia, maldade e a sinceridade que so crianças, só certas crianças possuem. Mais um ano de vida. Só isso.
O tempo passa, e as velas aumentam, e se eu nunca achei graça, agora então, nem de piadas.
18 anos, que legal en? Parabéns, eu só peço saúde, benção na vida das pessoas que eu amo, proteção aos meus amores, amigos, família e inimigos, e paz de espírito. Que eu possa viver, mais alguns anos, porque embora eu odeie aniversariar, eu amo viver.
Hoje, mais um ano de vida, e só. Não gosto da data, simplismente. E acho que nunca me conforme com as responsabilidades que passarei a ter, porque afinal, eu sempre vou ser uma criança, imatura, com certa inocencia, maldade e a sinceridade que so crianças, só certas crianças possuem. Mais um ano de vida. Só isso.
O tempo passa, e as velas aumentam, e se eu nunca achei graça, agora então, nem de piadas.
18 anos, que legal en? Parabéns, eu só peço saúde, benção na vida das pessoas que eu amo, proteção aos meus amores, amigos, família e inimigos, e paz de espírito. Que eu possa viver, mais alguns anos, porque embora eu odeie aniversariar, eu amo viver.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
(...)
As diferenças gritantas e os erros, sim, relevantes. As mudanças de comportamentos, temperamento, atitude e pensamento, e todo esforço em vão. Odeio que admitir, eu tento, eu falho. Fracasso. E você finge que não percebe, que nem minhas falhas, nem minhas tentativas frustadas de ser melhor.
Você me tira do sério, adianta minhas horas, me distrai... E eu passo a ser suas poucas horas, sabe se lá, em que sentido e o que te proporciono. A gente não concorda, não abre mão, não abre espaço pra nada.. e de certa forma, nos esquecemos, e não deixamos que nos faça mal. Só quero cuidado. Proteger o que é nosso, o que somos nós.
Sei lá, só não queria nos ferir, não ferir você, com pedidos de desculpas. Não há como redimir de palavras que foram ditas... Nem de espaços que foram abertos no coração... Me desculpe, mas eu tento ser o melhor pra você. (outra vez).
reticencias.
"Somos a discórdia e o perdão..."
Você me tira do sério, adianta minhas horas, me distrai... E eu passo a ser suas poucas horas, sabe se lá, em que sentido e o que te proporciono. A gente não concorda, não abre mão, não abre espaço pra nada.. e de certa forma, nos esquecemos, e não deixamos que nos faça mal. Só quero cuidado. Proteger o que é nosso, o que somos nós.
Sei lá, só não queria nos ferir, não ferir você, com pedidos de desculpas. Não há como redimir de palavras que foram ditas... Nem de espaços que foram abertos no coração... Me desculpe, mas eu tento ser o melhor pra você. (outra vez).
reticencias.
"Somos a discórdia e o perdão..."
ESTÚPIDA.
"QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO."
TOMA GIOVANNA. TOMA!
TOMA TEU TENTO, E APRENDE.
VOCÊ NÃO APRENDE, ESTÚPIDA.
NUNCA APRENDE.
TEUS DEFEITOS JOGADOS A TI, COMO OFENÇA.
SIM, VOCÊ É ERRANTE, ERRADA, POR INTEIRO.
E SABE!
SEUS DEFEITOS, SEUS ERROS SOBRE VOCÊ MESMA.
DÓI, NÃO DÓI? DÓI! MUITO, MAS VOCE SUPORTA, COM SUA PROPRIA GROSSERIA E ESSE MURO DE CONCRETO QUE CONSTRUIU EM TORNO DE SI MESMA PARA QUE NÃO FERISSEM VOCÊ.
MAS VOCÊ É DURA, FERE OS OUTROS, E FERE A SI MESMA E SUPORTA.
APRENDE E MUDA!
AINDA DÁ TEMPO E É PRECISO.
ESTÚPIDA. NINGUEM TE SUPORTA.
TOMA GIOVANNA. TOMA!
TOMA TEU TENTO, E APRENDE.
VOCÊ NÃO APRENDE, ESTÚPIDA.
NUNCA APRENDE.
TEUS DEFEITOS JOGADOS A TI, COMO OFENÇA.
SIM, VOCÊ É ERRANTE, ERRADA, POR INTEIRO.
E SABE!
SEUS DEFEITOS, SEUS ERROS SOBRE VOCÊ MESMA.
DÓI, NÃO DÓI? DÓI! MUITO, MAS VOCE SUPORTA, COM SUA PROPRIA GROSSERIA E ESSE MURO DE CONCRETO QUE CONSTRUIU EM TORNO DE SI MESMA PARA QUE NÃO FERISSEM VOCÊ.
MAS VOCÊ É DURA, FERE OS OUTROS, E FERE A SI MESMA E SUPORTA.
APRENDE E MUDA!
AINDA DÁ TEMPO E É PRECISO.
ESTÚPIDA. NINGUEM TE SUPORTA.
Bom pra nós.
Você acha que te amaria se não fosse bom pra mim?
Se isso não fosse bom? Se você não fosse bom?
Bom. Essa é a palavra.
Bom. Bem... há outras definições.
Mas bom, se encaixa muito bem pra nós.
E que bom.
Bom pra mim.
Bom pra você.
Se isso não fosse bom? Se você não fosse bom?
Bom. Essa é a palavra.
Bom. Bem... há outras definições.
Mas bom, se encaixa muito bem pra nós.
E que bom.
Bom pra mim.
Bom pra você.
A Borboleta.
Uma borboleta pousou em meus ombros. Eu sou tão estúpida. Me sacudi toda, me batendo, e rebatendo, para que aquela doçura, aquela coisa tão delicada, saísse de mim. Tenho pavor que relem em mim, mesmo que seja com encanto e amor. A borboleta saiu de mim, com a delicadeza que só borboletas tem, principalmente as amarelas, saiu de mim, como se fosse com o vento, um chamado de longe, lenta.. calma. Delicada. Não fora meu ataque, do qual nem nome eu seria capaz de dar, a minha brutalidade horrenda, não foi por isso que saiu de mim, porque até uma borboleta delicada, é capaz de suportar o que lhe detesta, mas eu não a detestava, não naquele momento, minto, eu nunca detestara uma borboleta, quem seria capaz? E ela se foi, porque quis...
Talvez eu seja uma borboleta, que pouso onde bem entender, e saio, e suporto as brutalidades de quem me detesta, mas não sou delicada, sou grotesta, e não sou quieta, nem calma, nem tenho essa magia, sou grotesta, ja disse? E em mim também falta a inteligência, coisa que atá certas borboletas são capaz de carregar nas suas asas. Imagina, quem me dera ser uma borboleta.
Sou inseto. Sou reptíl. Não procuro flores para pousar, lugares para encantar, cheiros para sentir. Procuro quem ferir, não quem amar ou encantar, me firo ás vezes, também. Pois estou sujeita a toda doença, sujeita a dor, e meus perigos diários em tentação a enfrentar a coisas maiores que meu mesma, sou pequena. Acho, que sou rato. Minha vida toda tentei assustar as pessoas com o que eu sou, exercendo o meu papel de ser, rato. Minha vida toda fiz coisas das quais não posso me orgulho, procurei presas fáceis, errei, roí e destruí até o que podia haver de bom em mim, seja lá o que for, e se poderia. Mas não sou rato, sou peçonhenta. Venenosa, perigosa e traiçoeira, e não me ofendo, não me ofende seu nojo, seu medo, e nem meu próprio veneno. E a borboleta voa. pousa. Encontra cores, flores, perfumes. Delicada. Borboletas, e as amarelas, carregam com elas toda beleza, magia, mistério, longe de tudo o que é feio. Mas a borboleta pousou em mim...
Entenderam? Não sou poçonhenta. Me admira a borboleta saber o que é.
E pousa em mim, me trazendo encanto, espanto e o pronto por não ser ela, e ser assim...
Borbeleta me trouxe contradição, me trouxe todas as dúvidas, e meu ponto de interrogação. Borboleta, que não sou. Vou voar por onde for, me encontrar, pra saber quem eu sou. Se posso ser borboleta, ou se posso ser eu mesma. Sou flor que sacode com vento, e que voa se o vento sopra, sou flor que cai as pétalas, sou flor nem bonita nem feia, mas que a borboleta pousou. Mas tem coisas que só as borbeletas tem, só as borboletas fazem... Não só as amarelas, mas só elas, as borboletas.
ps: e olhe como é engraçada a palavra borboletas. Eu acho.
Ela, pois...
Sem amor, sem pudor. Exercendo o papel que me fora entregue. Com ódio, sem-vergonha, sem vingança, sem rabo nem trança, penteado, maquiagem, extravagancia. Triunfara. Triunfafa sendo o que não era, e não se sabe dizer o que era ou o que não era, era por obrigação, por amor, ou por cumprir o que lhe fora mandado, sofrer o que a vida tinha-lhe entregue. Não era protagonista, ou era, era o que sua vida disupunha, que fosse. Era. Era preciso ser forte, forte para ser, sem entender, só ser. Toda fé que se ia, se abria para um nova dor. Se perdia em seus roteiros.
Precisou ser mãr, ser pai, ser homem. Precisou ser trabalhador, índio, baiano. Precisou, encarar o que lhe vinha a frente, de mil maneiras diferentes. Sem nostalgia, sem teogonia, sem palavras. Teatro mudo. Não aprendera se quer uma palavra. Seu modo, era pelo olhar, pelas costas finas e braços fraquejados, pelas manchas no rosto pela exposição ao sol. Seu modo, era intrigante e imperceptível.
Essa, pois, a esperança. QUe ninguém dava, ninguém tirava. Essa, esperança, que ela esperava que ainda viria, Haverá mais dias nublados, chuvosos, dias de tempestades... Irá doer. Há de cair o mundo, enquanto espera o sol, e promete a si mesma, que irá ser melhor. Há de sangrar, ainda, as feridas mal cicatrizadas pelas suas cenas de terror, de ação, em que sangrará de verdade. E cutucava, o que estava formando casca... Não se pode cutucar o que ainda possui efeitos e drogas para que não doa. O efeito passa a dor vem, e fica. Os efeitos, não existiam, tudo era real, e doia. Não era nada ensaiado, era espontânea dor, espontânea febre e exitação. Não tinha tesão, nem homem, nem sexo. Não tinha nome, identidade, pai ou mãe. Não fora criada, nem como personagem. Nasceu de sí própria, e exercia o papel, que lhe cabia, que não se bem, quem lhe entregará, mas exercia, e era o unico modo de viver, ainda.
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